sexta-feira, 1 de maio de 2020

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS, (O LIVRO SERÁ LANÇADO NA EUROPA)


“A PUTA QUE QUERIA SER CAPA DA “PLAYBOY”

(1ª edição)

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)


“A PUTA QUE QUERIA SER CAPA DA “PLAYBOY”


Década de setenta, ELA (  ) na flor da idade, saída dos 18 anos, o corpo lindo, literalmente era uma BONECA diziam nas ruas quando passava, os seios fenomenais, as curvas, um verdadeiro sonho para quem queria ser Miss, naquela época onde as Misses eram a beleza máxima de uma cidade e do Brasil, tentou estudar, mas parece que a cabeça não ajudava disse a Mãe, “parece que tinha comido caroço de pupunha”, os cabocos da Amazônia sempre tem alguma resposta na ponta da língua para qualquer coisa, muitas vezes criam um linguajar próprio, noutras criam citações, e provérbios populares que passam de geração a geração.

E. Ela sonhava, sonhava acordada, debaixo do velho Muricizeiro cheio de frutos, e parece que o cheiro da fruta a embriagava.

Um dia uma conhecida lhe viu, e lhe fez uma proposta tentadora, trouxe-lhe uma revista que achou no lixo, onde Mulheres nuas se mostravam como vieram ao mundo, era a década de setenta e na capa a bela Marylin Monroe, marco na 1ª edição de lançamento, a revista de entretenimento masculino foi a realização do sonho dela, a proposta da tal “cafetina” era para atravessarem o Rio Oiapoque e irem para a Europa, e lá Ela ia ser a CAPA DA PLAYBOY.

Acreditou! Para seu azar.

A odisseia de raiva começou logo na estrada com destino a Oiapoque, não tinha estrada, o período de chuva, era só lama, e a lama segundo ela “batia na canela”, Puta que pariu, riu sem dentes das lembranças.
Num carro velho, lama, sujeira, sem comida, mosquitos, homens sujos de barro até o olho, suor com raiva e a vontade de desistir, e teve sorte, o ajudante do carro velho, viu que ela era linda, tentou uma cantada e parece que colou.
Se ofereceu para leva-la no colo, e naquele meio do mundo, inferno, ela aceitou, começou aí um namorico até chegarem ao Oiapoque, sem comida, as latas de conserva que o motorista levava, matou-lhe a fome.
Chegando na cidade, não tinha energia, outra raiva, e para melhorar, o dinheiro que tinha, era uns poucos trocados que logo ia acabar.

E a Cafetina insistia que ela seria a Capa da revista PLAYBOY.

Coitada, nem sabia uma palavra em inglês, muito menos francês, como ia se virar quando chegasse em Caiena era a sua preocupação.
E a tal amiga da Onça, ainda tentou que ela logo começasse na profissão, olhou para o lado, viu um estrangeiro, e disse: está na hora de trabalhar.
E ela sem entender.
Como?
E a cafetina ensinou: vai lá puxa conversa, ele está te olhando desde que chegamos aqui, pede para pagar uma comida, precisamos de dinheiro para pagar a catraia, e ele tem franco, vi quando abriu a bolsa.
E aí sua vida de prostituta começou.
Chegou pelo mato a Caiena, a perna toda ferida, cortada de capim brabo, cansada.
E como era jovem e bonita foi parar num puteiro de um chinês esperto.
Sempre pensando na tal CAPA DA PLAYBOY.

No show que se apresentava, se vestia de COELHA,

Conheceu um gringo e ele lhe disse que ela era melhor do que as PLAYMATE da PLAYBOY.
As famosas Mulheres das capas.
Os anos se passaram, arranjou muitos clientes, aprendeu algumas palavras do francês, não conseguia ter sotaque, foi expulsa pela polícia, num dia que resolveu passear na rua, e de volta ao Oiapoque, ainda pensava que poderia ser mesmo a capa da tal revista. Coitada! Triste ilusão.
Está viva, na porta dos seus oitenta anos, lucida, atrevida, cheia de lembranças, muitas delas AMARGAS.

Teve filhos, de vários homens que nem sabe quem é o pai, tem netos, um deles nem sabe de sua estória, triste estória de uma velha prostituta que não quer ter memória.
E ainda guarda com tanto cuidado uma foto de quando era jovem, bela, cheia de vida, e poderia ser a tal capa da Playboy, (que nem existe mais, está quase a falência, complementei)
Agora tudo está na internet, lhe disse, na época do Corona vírus, as PUTAS DIGITAIS foram valorizadas, o problema é que quando vier a conta dos cartões de créditos, muitos divórcios virão à tona, sorri.
E. Ela ainda complementou:

Acho que vou pedir para o meu neto que gosta de informática, fazer uma montagem minha na capa da PLAYBOY.


E eu sorri, e ela soltou uma bela gargalhada.

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÕNIA-BRASIL


APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.





BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

------------------------------------------------------------------------------------------ 



“IN MEMORIAN”
DE
TODAS
AS MARIAS, MORTAS NA PROSTITUIÇÃO
(  +  )



----------------------------------------------------------------------------------------------- 






MEU NOME É MARIA! (Neca Machado)
TEMPESTADE E CALMARIA.



MEU NOME É MARIA!
SOU TEMPESTADE E CALMARIA!

“Posso ser atingida por ondas, mas, não afundarei, porque se não houver chuvas, não haverá floradas...”


EU não sou Santa,
Nem tenho manto,
Mas, tenho fé...
Desbravo a dor
Cheia de pranto
Faço do encanto
A magia em curso, feito Maré....

MEU NOME É MARIA!
INTENSA, CHEIA DE TERNURA
Caminho, percurso de pura coragem.
Atravesso PONTES entre Continentes sem olhar para trás.


MEU NOME É MARIA...

Posso ser, Joana, sem ter espadas,
 Vitoria com minhas glorias,
 Sabrina com meu sabre das entranhas da Mata,
Posso ser uma ISIS tucuju com o sabor da floresta nativa, nascida e parida no Rio Amazonas.
DIANA, iluminada pelo Sol do Equador.
Posso ser MAIA, soberana das Marés.
Posso ser IRENE pacificando meus próprios conflitos.
Posso ser AFRODITE, como uma espuma saída das POROROCAS e das lendas da floresta.
Posso ser MAIA, Terra nativa, cultivando minha essência Raiz.
MAS, SOU, SOMENTE MARIA!
NÃO SOU DEUSA, NEM RAINHA,

APENAS MARIA!
TERRA, CHÃO, MARÉ E CORAÇÃO!

Não sou Santa de candura, mas, cultivo a fé!
Na harmonia das horas
Sou tão Senhora, de Maria a Nazaré...
Sou Senhora de meus Sonhos,
Tenho o encanto da floresta,
Brilho suave na testa
Essência nativa da Terra.
Banhada com a magia de deuses afros.
Que aportaram suas Luzes divinas
Em minha cor.

MEU NOME É MARIA!

Sou descendente afro, cultivada na derme, gravada no amago.
MARIA de suor, lagrimas, dor e alegrias,
MEU NOME É MARIA! TEMPESTADE E CALMARIA.

Maria feito maré sem rumo
Que desagua em norte incerto
Com o vento bravio no rosto, como recompensa
Serena, altiva e MARIA!
ENTRE NAÇÕES, CONTINENTES E OCEANOS...

MEU NOME É MARIA!
Caminheira sem raiz
Com raízes aéreas, motriz de uma força singular.


MARIA compasso
Passo, encanto, magia
Soneto, rima, poesia...
MARIA, MARÉ, TEMPESTADE E CALMARIA!
MEU NOME É MARIA!
ENTRELAÇADA DE SONHOS DE ESPERANÇA.

Percurso e fé,
Caminho, trilhas, ninhos
Prados, montanhas
Céu infinito
Nuvens esparsas
Voo livre, MEL NOS OLHOS...

SOU A MARIA, mas, não sou SANTA.
Sem manto, tenho prantos,
Tenho dor, tenho risos de encantos,
Mas, tenho fé!

MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA!
Dependendo da euforia.
“ORGULHO DE SER, SIMPLESMENTE MARIA! ”



(Neca Machado, está APOSENTADA, e mora na EUROPA)


MEU NOME É MARIA!  MAR, MARÉ, MARESIA...
TEMPESTADE E CALMARIA

quarta-feira, 29 de abril de 2020

"TORNEI-ME UMA EMBONDEIRA" (Neca Machado- 58 anos em 2020)


CRONICA:
 UMA “EMBONDEIRA” NA AMAZÔNIA, (DE SAMAÚMA A EMBONDEIRA)

BY (Neca Machado) EUROPA-PORTUGAL
BIOGRAFIA

(Neca Machado, está APOSENTADA e mora na Europa)


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
Email: nmmac@live.com


(Embondeiro, arvore sagrada africana)




“TORNEI-ME UMA EMBONDEIRA NA AMAZÔNIA (Neca Machado”

        Muitas vezes para me intimidar porque sempre fui muito “peralta”, minha Avó, (Leolpoldina Machado) me metia muito medo.
 Um poeta tucuju dizia que a minha casa era de Princesas, minha Mãe tinha o Nome de Izabel, e minha avó de Leolpoldina, Ela (minha avó) era intimidadora, veia africana, de uma cor onde a negritude imperava, me “metia medo” com as suas (arvores gigantes), nunca entendi de onde ela tirou a tal ideia que sua mãe lhe contara, da magia das arvores gigantes africanas, que se alguém as “magoasse receberia uma vingança, ” e isso me intimidava e a agradava porque Eu, me aquietava.
Nunca esqueci das arvores gigantes... E ficaram no meu subconsciente até a porta dos 60 anos.
E ainda criança lhe perguntei um dia (mas, essas arvores gigantes comem gente?) E ela sorrindo disse: não só comem, como as fazem desaparecer.
E os anos se passaram, e me apaixonei por outra arvore gigante que vi dezenas delas no coração da Amazônia, onde nasci e cresci, conhecida como a ARVORE DA VIDA, as belas Sumaumeiras, gigantes, cheias de vida, cheias de magia, encantadoras, uma arvore sagrada que é considerada uma “escada para o céu”.
E de novo:
Me deparo ao ler a fabula que marcou minha vida, na obra de Antoine Saint Exupéry, “O Pequeno Príncipe” com mais uma arvore gigante cheia de encantos e de magias, o famoso BAOBÁ:

 “Existem sementes boas, de ervas boas, e sementes ruins, de ervas ruins. Elas dormem no segredo da terra até que uma delas cisme em despertar. Então, ela se espreguiça e lança timidamente para o sol um broto inofensivo. Se é de rabanete ou de roseira, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, assim que a reconhecermos”.
– O Pequeno Príncipe –

E nas minhas andanças pelo Mundo, observei apaixonada, dezenas de arvores gigantes, conhecidas como: EMBONDEIRAS, os famosos BAOBÁS.
Sagrados, milenares, encantadores, enigmáticos, mágicos, cantados em versos, prosas, contos, poesias, e nas minhas lembranças onde sempre os imortalizei, ficou a imagem de belo Baobá que vi na Austrália, onde morei.
“ME TORNEI NA DOR E NA SUPERAÇÃO, UMA SAMAÚMA, E UMA EMBONDEIRA. ” (Neca Machado * 1961-AP)

           Me vesti de coragem, para transpor as dificuldades que apareciam no meu caminho, nada foi fácil na minha vida, parece que tudo a mim, era mais difícil do que nos outros, parecia que a cada passo que eu tinha que dar, tinha que refazer, e caminhar para trás de novo, cada subida de escada, era como se o fardo fosse pesado demais, como se cada degrau a transpor, fosse um verdadeiro obstáculo inatingível, como se a minha cruz fosse literalmente de pedra.
E as arvores gigantes, serviam-me como inspiração, fortaleciam me com suas seivas, com seus nutrientes, e de repente, me senti parte de uma raiz de algumas delas, percebi que como por encanto a magia de se “maltratar” uma EMBONDEIRA, transformasse em vingança a quem me magoasse, e vi pelo caminho tantos INIMIGOS vencidos, e SOBREVIVI, a muitos que faleceram, e fui aos poucos percebendo o sabor de uma VITORIA, de uma verdadeira arvore gigante que me tornei.

          (Na Europa onde decidi viver após minha aposentadoria,) na porta dos 60 anos, CONQUISTEI 30 livros coletivos, quando eu só queria UM, conheci tanta gente “famosa” com mais de 100 livros, e me orgulhei de estar ao lado deles, tenho obras com gente importante, estou como coautora em uma editora importante na comunidade comum europeia, e as magoas, angustias, tristezas, foram ficando pelo caminho, e como os húmus que regam uma EMBONDEIRAconsigo minha sobrevivência, onde os méritos de minha ousadia, de minha coragem, são somente MEUS, onde a DOR, não mais me intimida, onde as surpresas não mais me ferem ou surpreendem.


TORNEI ME UMA EMBONDEIRA NA AMAZÔNIA. ”
Criei raízes áreas e me tornei uma CIDADÃ DO MUNDO!

terça-feira, 28 de abril de 2020

EU GOSTO DE TI... (NECA MACHADO- BY ELAS-PT) nmmac@live.com

UM POEMA PRA TI ( )


QUERO....

(SE QUER? Venha, tenha, não se abstenha, (R/LX)2020)

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

(Neca Machado, está APOSENTADA, e mora na EUROPA)


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



QUERO....

(SE QUER? Venha, tenha, não se abstenha, (R/LX)2020)


HOJE (  ) EU desejei tanto percorrer teus desejos,
Conhecer tuas fraquezas,
Desbravar tuas emoções,
Hoje, eu QUERO, mesmo em devaneios, tocar teus poucos cabelos,
Deslizar minhas mãos sobre teus pelos
E escutar teu sussurro de desejo,
E terei teu sorriso furtivo,
E terei, teu silencio profundo,
E verei que tuas mãos percorrem, outros caminhos, que os de outrora.
E colherei instantes, talvez de tua falsa felicidade,
Hoje tão real, e tão frugal...
E talvez, irracional.
Serás como o embriagar de um vinho do Porto
Frutado, suave, e viciante,
Terás um novo vicio, com este QUERER TARDIO.
Que te trará CALAFRIOS.
Que te deixará pensativo,
Exaustivo, e talvez, FELIZ.
Basta QUERER.
ENTÃO, VENHA....Não se abstenha.